terça-feira, 2 de junho de 2015

São José, de Paul Claudel

Quando as ferramentas são guardadas no seu lugar e o trabalho do dia termina,
Quando do Carmelo ao Jordão, Israel adormece no trigo e na noite,
Como antigamente quando ele era jovem e ficava muito escuro para ler,
José conversa com Deus com um grande suspiro.

Ele preferiu a Sabedoria e é ela que lhe é trazida para a desposar.
Ele é silencioso como a terra à hora do orvalho,
Ele está na abundância e na noite, ele está bem na alegria, ele está bem na verdade,
Maria está na sua posse, e ele a rodeia de todos os lados.

Não foi num só dia que aprendeu a nunca mais estar só,
Uma mulher conquistou cada pedaço do seu coração agora prudente e paternal.
Está de novo no Paraíso com Eva!
Este rosto de que todos os homens precisam, volta-se com amor e submissão para 
José.

Já não é a antiga prece e já não é a antiga espera depois que ele sente,
Como um braço subitamente sem ódio,
O apoio deste ser profundo e inocente.
Já não é a fé nua na noite, é o amor que explica e opera.
José está com Maria e Maria está com o Pai.

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