quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A vara florida

"...no dia em que Maria fez catorze anos, todos os varões descendentes da casa de David se reuniram no Templo.
Então,  Deus falou ao coração do Sumo Sacerdote inspirando-lhe que pusesse uma vara seca nas mãos de cada um dos homens presentes e lhes pedisse que rezassem com uma fé viva, solicitando ao Altíssimo para que fossem escolhidos como Esposo de Maria.  Eles assim fizeram com agrado, pois o suave odor da virtude e nobreza da donzela e a fama da sua beleza e modéstia eram bem conhecidas de todos.
Entre eles, apenas o humilde e reto José pensava não ser digno de tão grande distinção. Lembrando o voto de castidade que fizera e reafirmando o seu perpétuo cumprimento, entregava-se à vontade de Deus, deixando tudo à Sua disposição,  ao mesmo tempo que sentia pela donzela uma veneração e estima maior que a de qualquer dos presentes.
Enquanto estavam reunidos em profunda oração a vara seca que José segurava nas mãos floresceu e uma pomba da mais pura brancura e resplandecente de admirável luz desceu sobre a cabeça do Santo, ao mesmo tempo que Deus falava ao seu coração: "José,  meu servo, Maria será tua Esposa. Aceita-a com respeitosa reverência porque Ela achou graça aos meus olhos, sendo justa e pura de alma e corpo. Tu deves fazer tudo o que ela te pedir."
Ante esta divina manifestação,  os Sacerdotes declararam José como o Esposo escolhido pelo próprio Deus para a jovem Maria."


Texto traduzido livremente do livro "A popular abridgement of The Mystical City of God" da venerável Maria de Agreda. 

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